A Citroën agrega a partir deste mês mais um monovolume em sua gama de modelos disponíveis no Brasil. Apresentado no Salão de São Paulo, o C4 Picasso é o novo “meio-termo” entre a minivan Xsara Picasso, voltada para "um consumidor que procura um veículo espaçoso, modulável e versátil, sem abrir mão de economia”, nas palavras da montadora, e o monovolume Grand C4 Picasso, com capacidade para transportar sete pessoas.
Antes de falar propriamente do carro, vale a pena abordar o assunto preço. Quando chegar às lojas em fevereiro, o novo modelo da Citroën terá preço tabelado em R$ 80 700. Tomando como base a faixa de preço na qual ele se localiza, a diferença acaba sendo pequena em relação aos R$ 86 560 pedidos pela marca para a Grand C4 Picasso, portanto vale a pena levar isso em conta na hora decidir entre as duas "irmãs". Outra coisa que deve ser ponderada é que uma de suas concorrentes, a Renault Grand Scénic, custa R$ 82 930 e ainda leva sete passageiros.
Mercado à parte, e se você resolveu continuar lendo este texto, saiba que o C4 Picasso é um carro que o (a) divertirá muito. O recurso estilístico chamado pela Citroën de space vision foi concebido tendo como foco principal a visibilidade a luminosidade para quem viaja dentro das minivans da gama C4. Em um primeiro momento, o motorista até fica um pouco incomodado com os 2 m² de para-brisa e os 5 m² de área envidraçada total. Parece que você está dentro de um aquário o tempo todo. Porém, a C4 Picasso é pródiga em agradar seus ocupantes e conta com um para-sol retrátil e cortinas escamoteáveis nos vidros laterais.
Espaço e modularidade
Com um interior confortável, motorista e passageiro encontrarão nos bancos dianteiros descansa-braços individuais e um bom espaço para as pernas, graças à alavanca de câmbio na coluna de direção e ao assoalho plano, presente também na traseira. Aliás, é nessa parte do carro que vários recursos de versatilidade – a alegria para os compradores de monovolumes e minivans – estão presentes. Os três assentos individuais traseiros têm 45 cm de largura e podem ser movidos para a frente ou para trás em até 13 cm. O porta-malas, que tem capacidade para 490 litros de bagagem, conta com uma divisória chamada Modubox, a qual pode ser removida e transformada em um pequeno carrinho com capacidade para 22 quilos de carga.
Com os bancos traseiros rebatidos, é possível levar 1 775 litros de carga ou um objeto de 1,87 m de comprimento. Para movimentar tudo isso, a Citroën equipou o C4 Picasso com o mesmo motor 2.0 16V de 143 cv de potência a 6 000 rpm e 20,3 kgfm de torque a 4 000 rpm presente no sedã C4 Pallas, porém “tropicalizado” somente para rodar com gasolina. Ele trabalha, ou pelo menos tenta, em conjunto com um câmbio automático sequencial de 4 velocidades que se mostra indeciso demais na hora de reduzir as marchas. Felizmente, a caixa possibilita que a operação seja feita manualmente por meio de borboletas atrás do volante. Com relação à suspensão, duas características a colocam em xeque: o barulho quando a minivan passa por asfalto esburacado e a falta de rigidez, que deixa a carroceria inclinar demais em curvas fechadas e feitas em velocidades mais altas, uma consequência do acerto com prioridade para o conforto.
Em termos de equipamento, o C4 Picasso é exemplar. Ela chega nas concessionárias da marca com sete bolsas infláveis (sendo duas frontais, duas laterais, duas do tipo cortina e uma para os joelhos do motorista), controle de estabilidade (ESP) e freios ABS com sistema repartidor da força de frenagem (REF). O freio de estacionamento é elétrico e, para acioná-lo, basta um toque no botão localizado no console central enquanto longas distâncias podem ser cumpridas sem cansar tanto quem está ao volante com o uso do piloto automático e do regulador de velocidade.
Opcionalmente, por R$ 1 500, é possível equipar a C4 Picasso com ar-condicionado de quatro zonas, que permite regulagens individuais por meio de um display digital. O sistema de refrigeração também conta com a função “rest” para manter o ventilador do equipamento ligado por até oito minutos com o carro parado. Os mimos ainda contemplam o perfumador de ambiente (com essências francesas, é claro) e o sensor de qualidade do ar, que impede a entrada de poluentes na cabine.
Gostou do conjunto e ponderou entre seus concorrentes? Então pode assinar o cheque sem medo. No cômputo final, o C4 Picasso não decepciona quem precisa de uma “embalagem” menor.