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19/02/2010 10:53:00
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Com quantas rodas você quer se divertir?

Moto, triciclo ou carro? Conheça três opções entre R$ 57.900 e R$ 96.777

Gerson Campos - fotos: Caio Mattos e Renato Durães

A vida lhe sorri, o extrato bancário transborda alegria e a (o) namorada/namorado/esposa em forma/marido conservadão o espera para um fim de semana ensolarado na praia. Cenário perfeito, não? Que tal acrescentar a esse belo pacote um dos brinquedos desta reportagem? Não sabe andar de moto? Vá de triciclo! Tem medo? Compre um smart! É um simpático e prático carrinho que vai torná-lo mais popular que líder de torcida em baile de formatura.
 
Mas o que cada um desses modelos têm de bom e de ruim? É o que vamos desvendar neste especial, que reúne uma Honda Gold Wing (R$ 96.777), um Can-Am Spyder (R$ 79.500)  uma nova versão de R$ 90.800 já está à venda  e um smart fortwo coupé (R$ 57.900).
 
Para isso, elegemos três jornalistas para defenderem os veículos como se fossem seus e apontarem as sensações que tiveram durante alguns dias a bordo deles. Escolha o seu e aproveite. A vida não sorri assim todo dia.
 
Honda Gold Wing – Por Pablo Berardi
 
Como um apaixonado por motos, a minha escolha não poderia ser diferente. Hoje, a Honda Gold Wing, apesar da idade, é a referência em luxo sobre duas rodas. O tamanho avantajado parece desencorajador em um primeiro instante, mas ela é bastante ágil e consegue uma boa desenvoltura em qualquer ambiente. Claro que na cidade a moto “enrosca” um pouco, mas é possível andar em quase todos os corredores com um pouco de cautela.
 
O preço é bem salgado, superando os R$ 100 000, mas nenhum dos veículos aqui mostrados vale o que custa, não é verdade? Mas já que é para sonhar... Com um motor de 6 cilindros e 1.800 cm3 de capacidade, o desempenho da Gold Wing é igual ao de uma esportiva, fazendo 0 a 100 km/h em menos de 5s0 e superando a marca de 200 km/h. Viajar com ela é o sonho de qualquer motociclista, sendo possível rodar a boas velocidades com a suavidade e precisão de um “tapete voador”.
 
O conforto é digno de primeira classe. As suspensões são reguláveis eletronicamente, a ergonomia para o piloto é impecável e o garupa conta com alto falantes individuais, além de encosto para as costas e apóia braços opcionais. Sua capacidade de bagagem supera a dos demais veículos e se tem praticamente todos os recursos possíveis em uma moto (ou um carro). Rádio, piloto automático, ABS e até airbag são os itens que compõe os equipamentos desta motocicleta, que só falta ter serviço de bordo. Na hora de manobrar, a marcha à ré elétrica dá conta do recado.
 
O Cam-Am Spyder está no meio do caminho entre uma moto e um carro, mas com as piores desvantagens de ambos. Você pega trânsito como um carro e toma chuva como uma moto. Mas há uma relação diversão/segurança bem aceitável, pois é impossível cair com tantos recursos eletrônicos.
 
Já o Smart é um carro urbanóide, mas caro pelo que oferece — apesar de ser o mais barato do comparativo. No fim das contas, se tivesse de escolher qualquer um dos três veículos para ter na garagem, sem dúvida ficaria com a Gold Wing.
 
smart fortwo coupé – Por César Tizo 
 
Antes de falar propriamente do smart fortwo, é interessante contar um caso que ocorreu quando realizávamos a sessão de fotos para esta reportagem. Na hora de escolhermos o local, pensamos no Estádio do Pacaembu, em São Paulo, principalmente pela imponência de sua fachada, assim como a boa iluminação noturna. Porém, além das belas imagens, a decisão se mostrou mais acertada ainda, pois justo no mesmo dia ocorria um encontro que reunia diversas “tribos”, desde fãs de modelos clássicos até carros preparados.
 
Certa hora da noite, estavam alinhados lado a lado o smart, o Can-Am e a Gold Wing. Na hora pensei comigo mesmo: “Todos vão ficar em volta e querer saber mais do Spyder, não vai ter para ninguém”. Pois é, eu estava redondamente enganado. O triciclo vermelho ali estacionado quase passou despercebido e os curiosos ficaram mesmo é olhando, apontando e cercando o pequenino smart.
 
Fato é que o minicarro fabricado na França com seus 2,69 m de comprimento (menor que o entre-eixos de um Honda Civic, para se ter uma idéia) e 1,55 m de largura não é o brinquedinho que sua carismática carroceria aparenta, já que ele mostra-se uma boa alternativa para o deslocamento urbano. Se você é do time das motos, tentar trafegar pelo corredor com a Gold Wing será, no mínimo, arriscado. Segundo uma conta informal feita pela Mercedes-Benz, dona da marca smart, se metade da frota de automóveis de São Paulo fosse composta pelo fortwo não haveria mais trânsito na cidade.
 
Alguns críticos poderão dizer que ele só leva duas pessoas – com conforto, é bom destacar – mas olhe ao seu redor enquanto dirige pelo horário de pico e veja como é possível contar nos dedos os automóveis que trafegam com quantidade superior a esse número. O motor tricilíndrico turbo de 84 cv surpreende pela agilidade que confere ao carrinho e o câmbio automatizado poupa o pé esquerdo nos engarrafamentos, mas não é à prova dos trancos inerentes a esse sistema. Em piso esburacado, a suspensão sofre devido ao curso limitado, deixando bem clara a proposta do carro. Por R$ 57.900 ele não é barato, mas se o valor não vai comprometer seu orçamento, o subcompacto é uma excelente pedida para cumprir o trajeto casa-trabalho. Isso se ele não o (a) cativar de vez e merecer uma esticadinha no fim-de-semana.
 
BRP Can-Am Spyder – Por Gerson Campos
 
Muita gente me “acusa” de gostar mais de motos do que de carros. Não é verdade. Mas o oposto também não é. Acho que consigo dividir uma paixão sem ciúmes e bem equilibrada entre ambos. Bem, a realidade é que gosto de tudo que tenha motor e ande (carros, motos, karts, jet skys, geladeiras com volante...), e por isso o Can-Am me despertou uma curiosidade enorme imediatamente.
 
Quando o Pablo Berardi chegou na editora com ele, logo pedi para dar um volta (me instruindo antes sobre o funcionamento do triciclo para não causar um acidente ou dar um vexame parado na rua). Queria saber qual era a daquele “bicho”. E me surpreendi. Que brinquedo delicioso!
 
O Can-Am é, ao mesmo tempo, divertidíssimo e seguro. É uma verdadeira aula de engenharia sobre rodas. Capotar com ele? Impossível. Perder o controle no meio de uma curva e passar reto? Só se você for muito ruim: ele oferece controles de tração e estabilidade e ABS.
 
Equipado com um motor bicilídrico em V de 998 cm3, 106 cv a 8.500 rpm e 10,6 kgfm de torque a 6.250 rpm, o Spyder permite que você saia “fritando” os pneus, mas logo em seguida aciona o controle de tração corta o barato. Na pista de testes, os 100 km/h chegaram em impressionantes 5s1. Velocidade máxima? Nada menos que 186,85 km/h. Haja coragem! 
 
Na hora de fazer curvas rápidas, não é preciso ter medo ou usar demais a força dos braços. Basta indicar para que lado você quer ir que as suspensões dão conta de balancear o deslocamento de peso do conjunto de modo que as rodas não percam contato com o chão mesmo em pisos mais acidentados. O câmbio é semelhante ao de uma moto, com engates no pé, mas é semi-automático, ou seja, dispensa o uso da embreagem. O sistema de freio é ainda melhor: basta pressionar um pedal na direita para que o Can-Am pare com eficiência.
 
Outra vantagem é poder ter a sensação de andar de moto um pouco mais de segurança. No caso de uma fechada no trânsito, por exemplo, a chance de cair é muito menor do que em uma moto como a Gold Wing. Por outro lado, é mais difícil desviar de um carro que freia repentinamente à frente com o triciclo do que com a moto. Segurança mesmo, nestes três brinquedos, só com o smart.
 
Por que eu escolheria o Can-Am? Pense comigo: sou um cara rico que gosta de carros e motos (tirando o “cara rico”, o resto é verdade). Certamente já tenho um carro e uma moto legais. A Gold Wing ou o smart, portanto, só fariam número na minha garagem. Por que não experimentar como seria a união desses dois mundos em um brinquedo diferente? Vida de rico é assim, amigo. 

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Últimos comentários:

Ary - 20/02/2010 - 20:17

Dá para tirar o banner do Rexona?

jfmotta@hotmail.com - 19/02/2010 - 21:47

Eu li a matéria na revista, fiquei balançado entre o Can-am e a Gold Wing, mas o amor pelas duas rod...

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